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Síndrome de Cushing e COVID-19 em Pediatria

Pacientes com síndrome de Cushing têm maior risco de adquirir a COVID-19 e suas complicações?

Sim. A exposição prolongada a níveis séricos elevados de corticosteroide (endógeno ou exógeno) causa imunossupressão tornando os indivíduos mais vulneráveis e de alto risco para infecções, incluindo a COVID-19. Além disso, esses pacientes habitualmente possuem comorbidades associadas como obesidade, diabetes mellitus e hipertensão arterial que aumentam o risco de complicações. Na eventualidade de estarem usando quimioterapia ou radioterapia, para tratamento de uma síndrome de Cushing endógena ou de outra doença de base, esse risco é ainda maior. Por isso, devem tomar cuidados e medidas protetivas mais rigorosas para evitar adquirir a COVID-19 e outras infecções.

Quais são as precauções que os cuidadores e familiares devem ter para proteger o paciente com síndrome de Cushing de adquirir COVID-19 ou outra infecção?

Essas pessoas devem evitar contato com o paciente caso estejam com qualquer processo infeccioso, principalmente se infectados pelo novo coronavírus.

Quando procurar assistência médica pensando na possibilidade da COVID-19?

Procurar assistência médica, pensando em COVID-19, se a criança ou adolescente apresentar febre associada a tosse e/ou dor de garganta e/ou dificuldade para respirar (síndrome gripal). Informar ao médico que o paciente tem síndrome de Cushing, qual é a causa (p. ex.: corticoterapia prolongada) e o tratamento em uso. Entretanto, é importante ter em mente que febre e sintomas respiratórios em pacientes imunocomprometidos podem ter causas diversas como, por exemplo, outras infecções virais, bacterianas e fúngicas.

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